Rui StrelowApresentação

Rui Strelow, locutor da rádio Guaíba, nasceu em São Lourenço do Sul, em 27 de dezembro de 1945. Em um depoimento repleto de histórias e, muitas vezes, em um tom saudosista, Rui nos relata um pouco da trajetória de uma das mais importantes emissoras de rádio do Rio Grande do Sul.

Rui iniciou no rádio quando ainda era guri em São Lourenço do Sul. Desde então, a sua dedicação foi sempre à locução no rádio. O seu ingresso na rádio Guaíba foi no final de 1968, que naquela época era o sonho de todo radialista. Isto porque logo que a Guaíba começou a operar, em 1957, diferenciou-se das demais emissoras, por transmitir músicas clássicas, que outras rádios não transmitiam e por adotar um padrão de locução próprio. Devido à seriedade do trabalho desenvolvido por todos, conquistou confiança e credibilidade de grande parte dos gaúchos e ainda é referência para um público que se mantém fiel.

Rui Strelow formou-se em Direito na PUCRS, mesmo tendo percebido já no 4 semestre que sua vida não seria dentro dos tribunais. Trabalhou no setor de rádio do Palácio do Governo de 1974 até 1996, quando se aposentou. Durante a fase do desentendimento entre o governador Amaral de Sousa e o Dr. Breno Caldas, proprietário do Correio do Povo e da rádio, Rui seguiu trabalhando na Guaíba e no Palácio. Lá ocupava o estúdio onde o ex-governador Brizola fez o manifesto a favor da Legalidade, fato que conta com curiosa satisfação. Conseguiu trabalhar na rádio Guaíba durante a época em que

Ele é um apaixonado pela locução e demonstra isso na qualidade com que narra os programas Jornal da Manhã e Jornal da Tarde, na Guaíba. Como sempre trabalhou com locução comercial, Rui lamenta a mecanização dos anúncios publicitários e a transformação das AMs em meios centralizados na transmissão rápida e instantânea de notícias. Outro fato criticado pelo radialista é a desvalorização do locutor, que seria o elo entre os ouvintes e a emissora. Para Rui é o locutor que caracteriza uma rádio e conquista a fidelidade dos ouvintes.

Rui Strelow presenciou muitas mudanças na Guaíba. A rádio já não tem mais os programas culturais que tinha antes. A pressa no cotiano das pessoas aliada a necessidade de “furar” notícias acasionaram tais modificações. Mesmo assim, Rui conserva o amor pela arte da narrativa, e o orgulho da conquista que a emissora conseguiu ao se caracterizar como referência de seriedade e confiança para os gaúchos.

O papel do operador numa rádio também é enaltecido pelo locutor, que teve a oportunidade de trabalhar Miguel Josep, com quem mantinha uma grande afinidade durante a produção dos programas e também no campo pessoal. Tanto que tornaram-se compadres. Outro companheiro lembrado com saudades é Geraldini Diardi, seu companheiro durante quase dois anos de madrugadas.

Nesses anos todos no rádio são muitas as histórias para contar. São lembraças, saudades e casos do dia-a-dia, como os erros de locução, que viraram anedotas para divertir as festas de fim de ano, que Rui Strelow resgata. E assegura “O operador é o segredo do radialista que está dentro do estúdio”.

Entrevista gravada nos estúdios da Famecos/PUCRS em 28 de agosto de 2001 Rui Strelow, locutor da rádio Guaíba, nasceu em São Lourenço do Sul, em 27 de dezembro de 1945. Em um depoimento repleto de histórias e, muitas vezes, em um tom saudosista, Rui nos relata um pouco da trajetória de uma das mais importantes emissoras de rádio do Rio Grande do Sul.

Rui iniciou no rádio quando ainda era guri em São Lourenço do Sul. Desde então, a sua dedicação foi sempre à locução no rádio. O seu ingresso na rádio Guaíba foi no final de 1968, que naquela época era o sonho de todo radialista. Isto porque logo que a Guaíba começou a operar, em 1957, diferenciou-se das demais emissoras, por transmitir músicas clássicas, que outras rádios não transmitiam e por adotar um padrão de locução próprio. Devido à seriedade do trabalho desenvolvido por todos, conquistou confiança e credibilidade de grande parte dos gaúchos e ainda é referência para um público que se mantém fiel.

Rui Strelow formou-se em Direito na PUCRS, mesmo tendo percebido já no 4 semestre que sua vida não seria dentro dos tribunais. Trabalhou no setor de rádio do Palácio do Governo de 1974 até 1996, quando se aposentou. Durante a fase do desentendimento entre o governador Amaral de Sousa e o Dr. Breno Caldas, proprietário do Correio do Povo e da rádio, Rui seguiu trabalhando na Guaíba e no Palácio. Lá ocupava o estúdio onde o ex-governador Brizola fez o manifesto a favor da Legalidade, fato que conta com curiosa satisfação. Conseguiu trabalhar na rádio Guaíba durante a época em que

Ele é um apaixonado pela locução e demonstra isso na qualidade com que narra os programas Jornal da Manhã e Jornal da Tarde, na Guaíba. Como sempre trabalhou com locução comercial, Rui lamenta a mecanização dos anúncios publicitários e a transformação das AMs em meios centralizados na transmissão rápida e instantânea de notícias. Outro fato criticado pelo radialista é a desvalorização do locutor, que seria o elo entre os ouvintes e a emissora. Para Rui é o locutor que caracteriza uma rádio e conquista a fidelidade dos ouvintes.

Rui Strelow presenciou muitas mudanças na Guaíba. A rádio já não tem mais os programas culturais que tinha antes. A pressa no cotiano das pessoas aliada a necessidade de “furar” notícias acasionaram tais modificações. Mesmo assim, Rui conserva o amor pela arte da narrativa, e o orgulho da conquista que a emissora conseguiu ao se caracterizar como referência de seriedade e confiança para os gaúchos.

O papel do operador numa rádio também é enaltecido pelo locutor, que teve a oportunidade de trabalhar Miguel Josep, com quem mantinha uma grande afinidade durante a produção dos programas e também no campo pessoal. Tanto que tornaram-se compadres. Outro companheiro lembrado com saudades é Geraldini Diardi, seu companheiro durante quase dois anos de madrugadas.

Nesses anos todos no rádio são muitas as histórias para contar. São lembraças, saudades e casos do dia-a-dia, como os erros de locução, que viraram anedotas para divertir as festas de fim de ano, que Rui Strelow resgata. E assegura “O operador é o segredo do radialista que está dentro do estúdio”.

Entrevista gravada nos estúdios da Famecos/PUCRS em 28 de agosto de 2001