Ruy Carlos OstermannApresentação

Ruy Carlos Ostermann nasceu em 26 de setembro de 1934 na cidade de São Leopoldo, região do Vale dos Sinos, há cerca de trinta quilômetros de Porto Alegre. O “Professor”, como é carinhosamente conhecido, já foi técnico e jogador de basquete, professor de filosofia, político e secretário estadual de Ciência e Tecnologia e da Educação. É casado com a professora Nilse Wink Ostermann, tem três filhos, Cristiane, Fernanda e Felipe, e cinco netos.

Trabalhou na rádio Gaúcha, onde ingressou em 1978, como jornalista e comentarista esportivo, além de assinar uma coluna diária no jornal Zero Hora. Como escritor, publicou, entre outras livros, “Meu coração é vermelho” e “Até a pé nós iremos”, os quais relatam a história do Internacional e do Grêmio.

Começou “muito modestamente”, como ele mesmo define, em 1962, na rádio Guaíba. Depois, passou por veículos como a Folha da Manhã, Folha da Tarde e a Folha da Tarde Esportiva, todos do grupo de comunicação Caldas Júnior.

A primeira grande cobertura foi na Copa do Mundo de futebol da Inglaterra, em 1966, como comentarista da rádio Guaíba. Em 2002, no Japão e na Coréia, Ruy faz a cobertura de seu décimo mundial, completando 40 anos de trabalho no rádio.

Desde a época de estudante, Ruy sempre se interessou muito por política. Em 1964, ano do golpe militar, era professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na faculdade de filosofia, o que lhe ocasionou a cassação.

Entrou oficialmente para a política em 1982, como deputado estadual. Se reelegeu em 1986, mas assumiu a secretaria de Ciència e Tecnologia. Depois, se transferiu para a secretaria da educação, ambas, no governo Pedro Simom.

Em 2002, Ostermann foi Personalidade do Livro, eleito pela Câmara Rio-Grandense do Livro e Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre. Desde 2004, comanda o talk-show quinzenal Encontros com o Professor, no qual entrevista personalidades da cultura brasileira.

Ao completar quatro décadas de jornalismo, Ruy Carlos Ostermann tem como um dos seus maiores orgulhos a imparcialidade. Em um Estado marcado pela rivalidade Gre-Nal, são poucos os profissionais que podem comemorar esse reconhecimento.

Entrevista realizada nos estúdios da Famecos/PUCRS em 28 de agosto de 2001.