Carlos Frederico Matzenbacher ou Matz nasceu em 14 de julho de 1945, em Porto Alegre. Freqüentou o ginásio e o científico do colégio Júlio de Castilhos e em 1970 formou-se em Medicina na UFRGS. Após a graduação na área médica, Matzenbacher, na intenção de preservar a sua figura de atividades, como ele mesmo classifica de não muito edificantes, decidiu fazer vestibular na Famecos/PUCRS. O único detalhe é que a iniciativa foi realizada em segredo. Para ele seria mico e a aprovação era algo incerto. Entretanto, veio a surpresa e com ela a ingresso na Famecos. Aquilo que antes era mico se transformou numa oportunidade para dividir a sala de aula com personagens importantes do jornalismo atual.Juremir Machado, Tatata Pimentel e David Coimbra foram seus colegas.
Matzenbacher desde pequeno teve contato com o jornalismo e principalmente com a palavra escrita. Em casa, entre os doze e treze anos fez um jornal em casa, no qual inventava histórias e colocava resultados de futebol. A brincadeira ficou séria e Matz no Júlio de Castilhos criou o Jornal Cobra que foi publicado até durante seu curso na Faculdade de Medicina da UFRGS.
Aos poucos o médico – jornalista alimentou outra paixão: o automobilismo. Com ele viajou o mundo e freqüentou os maiores circuitos da Fórmula-1.
Magny-Cours (França), Nürburgring (Alemanha), Spa-Francorchamps(Bélgica), Silverstone(Inglaterra) e até Kyalami(África do Sul). Através dos grandes prêmios trabalhou como comentarista da Rádio Gaúcha, Rádio Bandeirantes em 1991 e 1992, Rádio Itapema e Guaíba. Na TV já trabalhou com Pedro Ernesto Denardin, no programa Bate-Bola, como comentarista das corridas. Depois foi a vez da Band, onde assumiu o programa Pit Stop. Entre uma corrida e outra, Matz trocava figurinhas com Galvão Bueno, Roberto Cabrini e Reginaldo Leme. As famosas festas da Fórmula 1 oportunizaram a convivência in loco com Nelson Piquet, Rubens Barrichello e o eterno Ayrton Senna, que o chamava de ”gaúcho”.

