Régis RösingApresentação

“Apenas um ensaio”, assim que Régis de Oliveira Rösing define a sua vida até aqui. Régis nasceu no dia 9 de agosto de 1965 e é filho de Neusa Conceição Oliveira Rösing e Régis Antonio Santos Rösing. Natural de Cachoeira do Sul, cidade do interior do Rio Grande do Sul, aos 50 anos, o repórter da TV Globo não trabalhou sempre na tela da televisão. Rösing iniciou a carreira de comunicador no rádio, mais especificamente, aos 14 anos na Rádio Cachoeira, de sua cidade natal, mas faz questão de dizer que a carreira não começou com o primeiro emprego, e, sim, quando ainda era criança.regis4

“Eu comecei nessa profissão quando eu era criança, na mesa, no almoço, no jantar, eu pegava garfo, faca e ficava tentando entrevistar todo mundo na mesa. Tomava várias broncas do vô, da vó, do pai, da mãe porque era arriscado chegar próximo da boca dos meus familiares com garfo, com uma faca como se fosse um microfone. E eu ficava narrando jogo de botão, campeonatos, eu jogava bola sozinho narrando jogo. Tudo que eu fiz e faço hoje é uma consequência do que eu fazia quando era criança”, diz.

Na Rádio Cachoeira AM, iniciou os trabalhos como operador de rádio. Depois de tantas vezes pedir emprego na porta do local, encontrou lugar ainda fora dos microfones, como operador de áudio. Aprendeu com a ajuda dos profissionais do meio a mexer na mesa de som e a fazer as mixagens necessárias. “Ainda menor de idade, trabalhava à noite na Rádio Cachoeira, que fica em frente ao estádio Joaquim Vidal, estádio lá onde jogou Cachoeira, São José, e aí o programa que eu trabalhava chamava-se Fim de Noite. ‘No escuro da noite, a imensidão do nosso abraço’, era a vinheta. E eu que fazia a programação, Flávio Jardim, o comunicador, o locutor, e eu era sonoplasta, operador de som”, conta.

Aos 18 anos, Régis foi chamado a servir ao exército. Qual a função? Rádio operador. Nada mais certo para quem, desde cedo, quis trabalhar no rádio. Após a época de militar, dois anos depois, Régis voltou e, com ajuda da família, viajou ao Rio de Janeiro para ir ao Rock in Rio de 1985. A edição contou com a presença de bandas como Yes, Black Sabbath e Whitesnake, tornando-se o “Rock in Rio de verdade”, segundo ele. Depois do evento, quando retornou a Cachoeira do Sul, sentiu que podia fazer alguma coisa diferente. Ao mesmo tempo em que queria ter o seu próprio programa, não desejava repetir o que estava sendo jeito no mercado da época. Aí surgiu um projeto revolucionário para a época no interior do estado. “A Hora do Rock”. Um programa diário de rock na rádio Fandango FM, também de Cachoeira do Sul, mas uma rádio de Frequência Modulada, FM. “A Hora do Rock, da meia-noite a uma. Então, pra quem rodava Roberto Carlos, Julio Iglesias, passei com Pink Floyd, Led Zeppelin, Deep Purple, Iron Maiden, AC/DC, Black Sabbath, Janis Joplin, entre outros. E aí, claro, pra eu ter acesso a esse acervo, eu convocava as pessoas. Tragam os seus discos, vinil naquela época, das músicas que vocês querem ouvir”.regis5

O programa fez tanto sucesso que, segundo ele, anunciantes de outras rádios passaram a querer atrelar suas marcas ao novo programa de rock do interior gaúcho. Desta forma, Régis chamou a atenção da Rádio Atlântida FM e se mudou para Santa Cruz. “O Jorge André me convidou pra ir pra Atlântida FM de Santa Cruz do Sul. E a Atlântida FM, o que tocava numa cidade, Pelotas, Passo Fundo, a rede inteira, era sempre a mesma programação. Mas eu teria a liberdade de na Atlântida FM de Santa Cruz do Sul colocar a minha programação de rock. E ali eu já tava com um acervo fantástico. Tinha tudo em vinil do Pink Floyd, Led Zeppelin, essas bandas todas”, explica.

Mas Rösing sempre foi aproveitando as oportunidades que recebia. Nascido em Santa Cruz do Sul, Paulo Britto trabalhava na RBS TV da cidade, quando foi transferido para a capital do estado, Porto Alegre. Desta forma, uma vaga foi aberta na emissora. Régis foi o escolhido e diz que, sem o rádio, nunca teria conseguido assumir este novo desafio. “O pessoal reclamava que eu era muito magro. Aí o diretor lá, querido, da RBS TV de Santa Cruz, o Luiz Fernando Zanini, botava umas ombreiras em mim pra eu parecer mais forte. Tem até fotos disso que provam. E eu comecei na televisão, eu fui pra televisão, por causa da rádio, porque eu não iria pra televisão se não tivesse aquele programa na rádio. Aquilo ali que me deu coragem de arriscar”, conta.

Depois disso, Régis fez sua carreira na televisão. Da RBS TV de Santa Cruz a Porto Alegre e de Porto Alegre ao Rio de Janeiro, onde está até hoje como repórter da Globo. Régis Rösing ficou conhecido nacionalmente com a sua forma de “adivinhar” quando os gols iriam sair nas suas passagens. Para o futuro? “Eu até agora, pra mim, foi apenas um ensaio. Algo grande está por vir. É o que eu penso, é o que eu quero que cada um pense”, encerra.